Empresários “Antiestado” que Vivem do Estado: A Hipocrisia do Bolsonarismo Econômico
Quem realmente vive do dinheiro público?
Nos últimos anos, um discurso passou a dominar redes sociais, entrevistas e campanhas políticas da direita bolsonarista:
👉 “A esquerda vive de esmola do Estado”
👉 “Bolsa Família cria vagabundo”"ninguém quer trabalhar"
👉 “Pobre custa caro ao país”
Mas esse discurso desmorona quando analisamos quem realmente vive do dinheiro público no Brasil.
A verdade inconveniente é que grandes grupos empresariais alinhados a direita e aos bolsonarismo dependem profundamente do Estado, de subsídios, incentivos fiscais, financiamentos públicos, renúncias tributárias e contratos governamentais.
Enquanto atacam os pobres, muitos da direita mamam no orçamento público em escala bilionária.
O mito do “empresário que se sustenta sozinho”
A narrativa bolsonarista vende a imagem do empresário como:
Herói individual
Gerador natural de riqueza
Inimigo do Estado
Pagador de impostos “sufocado”
Mas a realidade brasileira mostra outra coisa:
📌 Grande parte das grandes empresas só cresce porque recebe apoio direto ou indireto do governo federal.
Sem isso:
Não investem
Não expandem
Não competem
Muitas não sobrevivem
Como o dinheiro público financia o empresariado “antiesquerda”
Os principais mecanismos são:
🔹 1. Financiamentos públicos (BNDES, bancos estatais)
Empresas recebem:
Crédito subsidiado
Juros abaixo do mercado
Prazos longos
Renegociações generosas
📌 Isso é dinheiro público não caiu do céu não foi milagre de Deus.
🔹 2. Incentivos e renúncias fiscais
Estados e União:
Reduzem impostos
Isentam tributos
Criam regimes especiais
📌 O que deixa de entrar nos cofres públicos é dinheiro da população não é benefício ou direito.
🔹 3. Contratos com o poder público
Empresas fornecem:
Serviços
Obras
Produtos
Logística
📌 Muitas dessas empresas que gritam “Estado mínimo” têm o Estado como principal cliente, ou é governo estadual ou município.
Caso emblemático: Havan e o bolsonarismo empresarial
A Havan, frequentemente usada como símbolo do “empreendedor patriota”, é um exemplo clássico da contradição.
Apesar do discurso agressivo contra a esquerda:
Bolsa Família
Programas sociais
Direitos trabalhistas
O grupo:
Cresceu com incentivos fiscais estaduais, ele não paga impostos
Se beneficiou de políticas públicas de crédito, não tirou um dinheiro do bolso.
Atua em municípios que concedem isenções e terrenos públicos, município não ganha nada em troca, só retórica do emprego.
Utiliza infraestrutura financiada pelo Estado
📌 Isso não é livre mercado. É capitalismo dependente do Estado, bem dizer socialismo para os ricos, tira impostos dos mais pobres e financia os mais ricos, mas segundo eles são contra o socialismo.
Empresários bolsonaristas e dinheiro público: padrão recorrente
Embora nem todos os dados sejam divulgados com transparência, o padrão é conhecido:
| Discurso Público | Prática Real |
|---|---|
| “Atacar o Estado” | Usar crédito público |
| “Atacar pobres” | Receber subsídios |
| “Defender mérito” | Isenção fiscal |
| “Gerar empregos” | Apoio estatal |
| “Estado mínimo” | Estado bancando risco |
👉 O risco é socializado.
👉 O lucro é privatizado.
Mas dinheiro sai do mesmo lugar do estado.
Bolsa Família x Subsídios Empresariais: quem custa mais?
Essa é a comparação que a direita evita.
Bolsa Família:
Vai direto para consumo básico
Gira a economia local, população vai comprar no mercado, lojas, até nas lojas bolsonarista eles gastam dinheiro
Alimenta comércio, até comerciante bolsonarista
Reduz fome e miséria
Valor médio baixo por família
Subsídios empresariais:
Concentram renda
Beneficiam poucos grupos
Muitas vezes não geram empregos proporcionais, meia dúzia de gato pingado e mesmo assim cria várias exigências para contratar funcionário e mesmo assim ataca pobres.
Não exigem contrapartidas reais
Custam bilhões ao orçamento
📌 Mas só um deles é chamado de “esmola”"vagabundos"
Mas mesmo que são chamados de vagabundos e esmola, gasta essa mesma esmola no comércio bolsonarista, engraçado mas e realidade.
Se Bolsa Família deve acabar, o subsídio empresarial também deveria acabar
Aqui está a lógica que desmonta a retórica bolsonarista:
👉 Se ajudar pobre é “assistencialismo”,
👉 então ajudar empresário também é assistencialismo
👉 Se pobre tem que “se virar sozinho”,
👉 então empresa também tem que se virar sozinho sem depender do BNDES, caixa econômica federal ou do banco do Brasil, que histórico essa de ficar mendigando nos bancos
👉 Se o Estado não pode bancar comida,
👉 também não pode bancar lucro.
📌 Ou o Estado ajuda a todos, ou não ajuda ninguém.
Não existe coerência em atacar o Bolsa Família enquanto se defende:
BNDES
Isenção fiscal
Crédito subsidiado
Perdão de dívidas
Incentivos regionais
“Direita gera empregos”? Com dinheiro público
Outro mito repetido:
👉 “Empresário bolsonarista gera empregos”
Mas o que não dizem é:
Que esses empregos existem porque o Estado bancou o risco, financiamento público do BNDES, caixa econômica federal e do banco do Brasil não foi com suas próprias pernas, não vem com essa do João sem braço.
Que a infraestrutura é pública
Que o crédito é público
Que a renúncia fiscal é pública
📌 Não é mérito individual. É política pública apropriada.
A perseguição aos pobres não é econômica, é ideológica
Atacar pobres, esquerda e programas sociais não é sobre economia.
É sobre:
Controle social
Manutenção de privilégios
Transferência regressiva de renda
Criminalização da pobreza
Enquanto isso, grandes empresários seguem:
Protegidos
Financiados
Blindados pelo discurso liberal seletivo
Conclusão Detetive Luz: o maior parasita do Estado não é o pobre é direita brasileira que vive sendo sustentado pela poupança brasileira através do BNDES, caixa econômica federal e do banco do Brasil, que não trás benefício algum para população só gasto.
O maior consumidor de dinheiro público no Brasil não é o beneficiário do Bolsa Família.
É o:
Grande empresário subsidiado pelo estado
Grupo econômico protegido
Setor que privatiza lucro e socializa prejuízo
A direita bolsonarista não defende Estado mínimo.
Defende Estado mínimo para o pobre é claro e Estado máximo para o empresário amigo.
Chega dessa farsa.
Se querem acabar com políticas sociais, que comecem:
👉 Cortando subsídios empresariais
👉 Acabando com isenções bilionárias
👉 Exigindo que empresas andem com as próprias pernas
Só favor de que se empresário da direita atacar pobres e bolsa família deveria também se proibida de conseguir financiamento público, isenção fiscal e subsídio do governo, deveria andar com suas próprias pernas.
Até lá, atacar pobres é hipocrisia econômica e covardia política.
