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China

Os Modeladores da Região: Por Que os Mísseis IRBM/MRBM e Hipersônicos da China Dominam o Pacífico

Enquanto os holofotes frequentemente se voltam para os ICBMs que podem atingir qualquer canto do globo, um olhar mais atento revela que a verdadeira chave para a estratégia militar da China em cenários como Taiwan ou o Mar da China Meridional reside em outra categoria de armamento: seus Mísseis Balísticos de Médio e Intermediário Alcance (IRBM/MRBM) e suas variantes Hipersônicas.

 Para o detetive estratégico, estes são os verdadeiros "modeladores de região", capazes de redefinir o equilíbrio de poder local em questão de horas ou minutos.

A Vantagem Estratégica: Sem Restrições de Tratados

Ao contrário dos Estados Unidos e da Rússia, que por décadas foram limitados pelo Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), a China nunca enfrentou tais restrições. 

Essa liberdade permitiu a Pequim desenvolver e implantar uma vasta gama de armas com alcances entre 500 e 5.500 km, conferindo-lhe uma vantagem decisiva em toda a Ásia.

Esses mísseis formam a espinha dorsal da força de ataque regional da China. 

Seu objetivo principal? 

Neutralizar e destruir rapidamente bases americanas e infraestrutura de aliados nas Filipinas, Japão, Coreia do Sul e Austrália, além de grupos de tarefas navais e bases de reparação navais e suas infraestrutura em questão de minutos, sem colocar em risco as próprias forças navais chinesas ou de seus parceiros. 

Em essência, são a ferramenta mais potente na estratégia chinesa de antiacesso/negação de área (A2/AD), concebida para impedir que forças adversárias operem livremente em regiões estratégicas.

DF-26 e DF-21: Os Modeladores do Tabuleiro Marítimo

O DF-26: O "Matador de Porta-Aviões"

O DF-26 ganhou um apelido que fala por si: "matador de porta-aviões". 

Este míssil balístico de dois estágios, movido a combustível sólido e de alcance intermediário, tem um alcance impressionante de até 4.000 km

Disponível em variantes que podem carregar cargas convencionais ou nucleares, ele representa uma ameaça flexível e poderosa.

Uma de suas variantes carregue uma ogiva hipersônica manobrável, projetada especificamente para atingir alvos marítimos em movimento. 

Essa capacidade é revolucionária e ameaça diretamente os grupos de ataque de porta-aviões, dando a Pequim uma ferramenta A2/AD extremamente potente. 

Um porta-aviões, o símbolo do poder naval dos EUA, torna-se subitamente vulnerável em uma escala sem precedentes, podendo neutralizar porta-avioes sem que suas esquadra navais consiga reagir e deixa sua frotas Aldo fácil de destruir.

O DF-26 entrou em serviço em 2016 e está gradualmente substituindo seu antecessor.

O DF-21: O Veterano Versátil

O DF-21, o primeiro míssil de médio alcance movido a combustível sólido da China, foi adotado no início da década de 1990.

 Embora o DF-26 esteja assumindo um papel mais proeminente, a família DF-21 ainda é um componente vital do arsenal chinês e existe em diversas configurações. 

Estima-se que pelo menos 80 sistemas DF-21 estejam implantados em várias funções, demonstrando sua versatilidade e eficácia contínua.

Alcance e Cobertura Geográfica: Redefinindo as Opções Operacionais

Juntos, os lançadores móveis DF-21 e DF-26 dão à China um alcance estratégico que abrange:

  • Todo o Sudeste Asiático.

  • Grande parte do Pacífico Ocidental.

  • Até mesmo porções do território russo.

Essa vasta cobertura geográfica remodela as opções operacionais em toda a região, permitindo que a China exerça pressão e dispa de uma capacidade de ataque contra alvos cruciais de seus adversários a grandes distâncias sem que suas frota naval seja alvo de ataque ou seus aviões 

A presença desses mísseis significa que qualquer operação naval ou aérea adversária dentro de seu "anel de alcance" enfrenta um risco substancial, forçando uma reavaliação de táticas e estratégias.

Em suma, os mísseis IRBM/MRBM e hipersônicos da China não são apenas peças de tecnologia; são instrumentos de poder que alteraram fundamentalmente o cálculo estratégico no Pacífico, e os almirantes americanos, sem dúvida, estão sentindo o peso dessa nova realidade.

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