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BRICs pay

BRICS Pay em funcionamento: o início do fim da hegemonia do dólar?

O sistema que desafia o dólar

O ano de 2025 marca um ponto de virada na economia mundial: o BRICS Pay, sistema de pagamentos digitais desenvolvido pelo grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (recentemente ampliado com novos membros), já está em pleno funcionamento.

A ferramenta foi criada para facilitar transações entre os países membros, mas seu impacto vai muito além. 

Pela primeira vez, um bloco econômico relevante mostra disposição de deixar o dólar de lado em negociações internacionais.

Por que o BRICS Pay é estratégico?

O sistema nasceu como resposta às pressões econômicas e sanções impostas pelos Estados Unidos e seus aliados.

 Ao usar o dólar como moeda dominante no comércio internacional, Washington manteve por décadas uma posição de poder.

Com o BRICS Pay, os países podem:

  • Negociar em moedas locais ou em um sistema próprio;

  • Reduzir a dependência do dólar;

  • Evitar bloqueios financeiros e sanções impostas via sistema bancário tradicional;

  • Fortalecer sua soberania econômica.

O início da desdolarização

O movimento do BRICS não é isolado. 

Diversos países emergentes já demonstraram interesse em aderir ao sistema de pagamentos alternativo

Isso sinaliza uma tendência clara de desdolarização, em que o dólar deixa de ser o centro absoluto das transações globais.

Embora ainda seja cedo para decretar o fim da hegemonia americana, a mudança mostra que o mundo multipolar já é realidade.

Consequências para os Estados Unidos

Se mais países passarem a usar o BRICS Pay em vez do dólar, os EUA enfrentarão:

  • Perda de influência internacional;

  • Redução da demanda global por dólares, o que pode desvalorizar a moeda;

  • Dificuldade em usar sanções como arma política;

  • Pressão interna, especialmente em setores que dependem do comércio global.

O papel da China e do Brasil

A China, como maior economia do BRICS, é peça-chave no fortalecimento do sistema. 

O país já sinalizou que parte de suas transações de energia e tecnologia serão feitas via BRICS Pay.

O Brasil, por sua vez, enxerga na ferramenta uma oportunidade de expandir o comércio com parceiros sem os entraves do dólar, especialmente no agronegócio e na exportação de commodities.

Uma nova ordem econômica em construção

O funcionamento do BRICS Pay marca o início de um processo histórico: a erosão da supremacia do dólar.

 Não será imediato nem simples, mas o recado está dado — o mundo não aceita mais um sistema financeiro dominado por apenas um país. 

O futuro aponta para blocos econômicos independentes, múltiplas moedas e maior equilíbrio de poder.

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