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Ucrânia ataca novamente oleoduto Druzhba e interrompe fornecimento de petróleo à Hungria

Fornecimento de petróleo russo à Hungria é interrompido pela terceira vez em agosto após ataque ucraniano ao oleoduto Druzhba, confirmam autoridades.

Ucrânia lança novo ataque a gasoduto-chave para a União Europeia – Hungria

O fornecimento de petróleo russo à Hungria foi interrompido pela terceira vez neste mês após a Ucrânia atacar o oleoduto Druzhba, uma das redes de energia mais longas do mundo. 

O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, na sexta-feira, e confirmado por autoridades eslovacas.

 Este episódio aumenta a tensão sobre a segurança energética na região e reflete o impacto contínuo do conflito ucraniano sobre a Europa.


O oleoduto Druzhba e sua importância estratégica

O oleoduto Druzhba transporta petróleo bruto da Rússia e do Cazaquistão por cerca de 4.000 km até refinarias na Hungria, Eslováquia, República Tcheca, Alemanha e Polônia. 

A rota atravessa a Ucrânia e é crucial para o fornecimento de petróleo para a Hungria e a Eslováquia, tornando-a uma infraestrutura energética vital para a União Europeia.


Detalhes dos ataques recentes

Segundo relatos, a Ucrânia realizou três ataques a este importante sistema de oleodutos apenas neste mês de agosto, com os episódios anteriores ocorrendo em 13 e 18 de agosto.

 Kiev confirmou o uso de drones para atingir uma estação de distribuição estratégica na região russa de Bryansk.

O ataque mais recente ocorreu próximo à fronteira entre Rússia e Bielorrússia, e Szijjarto alertou que se trata de “mais um ataque à segurança energética do nosso país — outra tentativa de nos arrastar para a guerra.”


Consequências para a segurança energética europeia

A repetição de ataques ao oleoduto Druzhba aumenta a vulnerabilidade energética da Hungria e da região central da Europa. 

Especialistas afirmam que a interrupção contínua do fornecimento de petróleo russo pode afetar os preços e a disponibilidade de combustível, além de gerar preocupações sobre alternativas logísticas e diversificação de fontes de energia.

O episódio também evidencia como conflitos armados podem impactar diretamente a economia e a estabilidade energética internacional.


Reações e posicionamento da Hungria

O governo húngaro condenou os ataques, destacando a necessidade de proteger a infraestrutura crítica e manter a segurança energética. 

A publicação de Szijjarto no Facebook reforça a percepção de que a Hungria se vê diretamente ameaçada pelo conflito na região, mesmo sem estar envolvida militarmente.

O ataque ucraniano ao oleoduto Druzhba pela terceira vez em agosto marca mais um capítulo da tensão energética na Europa, refletindo o impacto do conflito com a Rússia sobre a segurança e o fornecimento de petróleo. 

A situação aumenta a pressão sobre governos e empresas para buscar soluções que garantam estabilidade energética e proteção de infraestruturas estratégicas.

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