O uso de aliados estratégicos pelos Estados Unidos
Para projetar força contra outros países é uma ferramenta importante em sua política externa.
Esse tipo de estratégia pode envolver alianças econômicas, políticas ou militares, sendo essencial para a manutenção da influência americana em áreas de interesse global.
Para os BRICS e outras nações que possam ser alvo dessa abordagem, é fundamental entender como essa dinâmica se desenvolve e desenvolve estratégias para neutralizar tais alianças.
1. Aliados e Estratégias de Projeção de Força
- NATO e Alianças Militares : A OTAN é um dos principais instrumentos dos EUA para mobilizar o poder militar coletivo. O uso da aliança como um meio para intervir em conflitos pode ser visto em ações no Oriente Médio e em regiões próximas à Rússia. As ameaças potenciais incluem o aumento de conflitos perto de membros da aliança ou a resposta a crises relacionadas com direitos humanos.
- Parcerias Regionais : Acordos como o Quad (Quadrilateral Security Dialogue) envolvendo os EUA, Japão, Índia e Austrália, têm como foco a contenção da China no Indo-Pacífico. Esses aliados podem atuar em bloqueios navais, exercícios militares, conjuntos e avaliações coordenadas.
- Parcerias Econômicas : O uso de avaliações econômicas, aplicadas com o apoio da União Europeia ou de aliados na Ásia, visa enfraquecer economicamente rivais sem um confronto direto. Essas avaliações serão reforçadas com o apoio dos aliados próximos, criando barreiras significativas para economias visadas.
2. Cenários de Ataque e Projeção de Força
- Conflitos no Oriente Médio : A instabilidade em regiões como o Irã ou a Síria pode ser amplificada por parcerias com aliados como Israel e Arábia Saudita. A presença de forças navais e aéreas americanas, em conjunto com forças locais, pode intensificar a pressão.
- Pressão sobre a China : Através de exercícios militares definidos no Mar do Sul da China e apoio a Taiwan, os EUA podem projetar força de forma a limitar a expansão militar chinesa. Japão, Coreia do Sul e Filipinas são aliados que podem ser mobilizados neste contexto.
3. Como Neutralizar Aliados Americanos
Para países que desejam se proteger de uma coalizão liderada pelos EUA, algumas estratégias incluem:
- Fortalecimento de Coalizões Alternativas : Formar ou aprofundar alianças com outros blocos, como a SCO (Organização de Cooperação de Xangai) ou fortalecer os laços com a União Africana e a Liga Árabe, ajuda a criar um contrapeso geopolítico.
- Diplomacia Multilateral : Utilizar a ONU e outros fóruns multilaterais para denunciar e contrapor ações prejudiciais. Mobilizar apoio diplomático pode limitar a legitimidade de ações unilaterais ou bilaterais dos EUA.
- Resistência Econômica : Diversificar as fontes de comércio e reduzir a dependência de mercados e sistemas financeiros dominados pelos EUA. Estabelecer sistemas de pagamento alternativos pode minimizar o impacto das avaliações.
- Tecnologia e Cibernética : Investir em capacidades de defesa cibernética e inteligência para se proteger contra espionagem e ataques digitais dos hackers americano e Europa, Austrália, Israel e Japão.
- Apoio Popular e Narrativa Internacional : Controlar a narrativa através da mídia global e da diplomacia cultural pode atrair simpatia de assuntos internacionais, proporcionando o apoio público às ações direcionadas pelos EUA.
Desafios e Limitações dos EUA
- Saturação de Conflitos : Engajar-se em múltiplos cenários simultaneamente pode diluir a capacidade militar e econômica dos EUA.
- Apoio Interno : Guerras prolongadas ou conflitos podem levar à perda de apoio interno nos EUA, influenciando decisões estratégicas.
- Resistência de Grandes Potências : China e Rússia possuem capacidades nucleares e meios de retaliação significativos, o que impõe limites às ações militares diretas.
Conclusão
A administração americana, ao usar seus aliados para projetar força, cria um cenário complexo de poder global.
Neutralizar essa abordagem requer uma combinação de alianças regionais, fortalecimento de capacidades econômicas e tecnológicas, além de uma diplomacia eficaz.
Uma postura assertiva dos EUA pode trazer riscos para a estabilidade internacional, mas uma preparação adequada e uma resposta coordenada podem mitigar possíveis impactos para países que estejam sob essa pressão.
