DOSSIÊ DETETIVE LUZ: A Espionagem de Moro e a Captura do Judiciário
Esta é a centésima terceira edição do Detetive Luz. Hoje, o nosso dossiê entra nos porões da 13ª Vara Federal de Curitiba. Em janeiro de 2026, novas provas documentais apreendidas pela Polícia Federal e revelações de agentes infiltrados trouxeram à tona o que já se suspeitava: a Operação Lava Jato utilizou uma estrutura de espionagem paralela que não poupou nem mesmo os magistrados que deveriam revisar seus atos.
A luz da verdade revela o submundo da "República de Curitiba": como grampos ilegais e espiões foram usados para emparedar o TRF-4 e consolidar a perseguição a Lula.
A investigação do Detetive Luz aponta que, entre 2005 e 2025, o então juiz Sérgio Moro teria operado um sistema de monitoramento ilegal que ia muito além do processo contra o ex-presidente Lula.
O Caso Tony Garcia: O Delator-Espião
Novas provas surgidas no final de 2025 confirmam que Moro utilizou o empresário Tony Garcia como um "agente infiltrado" por mais de uma década.
A Missão: Garcia foi instruído a gravar conversas com autoridades que possuíam foro privilegiado (como conselheiros do TCE e desembargadores do TRF-4), algo que Moro, como juiz de 1ª instância, não tinha poder legal para autorizar.
O Objetivo: Criar um "arquivo de compromisso". Se um magistrado do TRF-4 pensasse em votar contra Moro, haveria um áudio ou uma situação comprometedora (como a nebulosa "Festa da Cueca" em um hotel de luxo) para garantir que a condenação de Lula fosse mantida.
Grampos Ilegais: De Advogados a Presidentes
A Vaza Jato já havia mostrado o conluio, mas documentos apreendidos em dezembro de 2025 pela PF na antiga vara de Moro revelam a extensão técnica da ilegalidade:
Escritórios de Advocacia: Mais de 25 advogados da defesa de Lula foram monitorados em tempo real. Moro teve acesso estratégico a cada passo da defesa antes mesmo de as petições serem protocoladas.
O Grampo Dilma-Lula: A luz do Detetive revela que o famoso áudio do "Bessias" foi mantido e vazado mesmo após a ordem de interrupção da escuta. Foi uma operação de inteligência política, não judicial, para impedir a posse de Lula como ministro e acelerar o golpe de 2016.
A Captura do TRF-4: O Tribunal de "Apoio"
Por que o TRF-4 confirmava as sentenças de Moro com tanta rapidez e até aumentava as penas?
Investigação do CNJ (2025/2026): O Conselho Nacional de Justiça investiga a "gestão caótica" e a violação de deveres funcionais de desembargadores como João Pedro Gebran Neto e Thompson Flores.
A Chantagem: Há indícios de que a estrutura de espionagem de Curitiba possuía informações sensíveis sobre a vida privada e financeira de membros do tribunal, garantindo que o "alinhamento" com a Lava Jato fosse absoluto.
Conclusão: O "Estado de Exceção" dentro da Democracia
Sérgio Moro não agiu como um juiz, mas como um diretor de agência de inteligência. Ele copiou métodos de espionagem estrangeira para:
Eliminar o adversário político (Lula).
Neutralizar os revisores (TRF-4).
Ascender ao poder (Ministério da Justiça e Senado).
Tabela: O Arsenal de Ilegalidades (Dossiê 2026)
| Método Utilizado | Alvo | Status Jurídico em 2026 |
| Agente Infiltrado (Tony Garcia) | Autoridades com foro e desembargadores. | Investigado como Fraude Processual e Abuso. |
| Grampo em Escritórios | Defesa de Lula (Teixeira Zanin). | Prova ilícita confirmada pelo STF. |
| Vazamento Seletivo | Dilma Rousseff e Lula. | Considerado crime de prevaricação/político. |
| Espionagem Ambiental | Magistrados em hotéis de Curitiba. | Novas provas indicam possível chantagem. |
Veredito Final do Detetive Luz
A "República de Curitiba" foi, na verdade, uma ditadura judicial de 13ª Vara. Sérgio Moro criou um sistema onde o juiz escolhia o réu, instruía a acusação e espionava quem pudesse absolvê-lo. Em 2026, o desmonte dessa farsa mostra que a condenação de Lula não foi um erro judiciário, mas um projeto de poder executado com ferramentas de espião. A verdade demorou, mas a luz do detetive agora a torna impossível de ignorar.
