DOSSIÊ DETETIVE LUZ: Os Instrutores Estrangeiros da Lava Jato
Esta é a centésima quarta edição do Detetive Luz. Hoje, o nosso dossiê atravessa fronteiras para revelar a face oculta da cooperação internacional. Em janeiro de 2026, com a abertura de novos arquivos do Ministério da Justiça, a luz da verdade incide sobre a presença de agentes do FBI e do Departamento de Justiça (DOJ) dos EUA em Curitiba.
O que foi vendido como "apoio técnico" em 2015, foi, na verdade, um treinamento de infiltração e manipulação de provas financiado, indiretamente, com recursos que deveriam proteger a soberania brasileira.
A investigação revela que, em outubro de 2015, uma comitiva de 17 agentes americanos esteve em Curitiba em uma visita mantida sob sigilo total, sem o conhecimento formal do Ministério da Justiça brasileiro. Entre eles, destacam-se três figuras centrais que moldaram os métodos de "guerra jurídica" (lawfare) da operação.
Leslie Rodrigues Backschies (A Estrategista)
Designada pelo FBI em 2014, Leslie foi a peça-chave na conexão Curitiba-Washington.
A Missão: Atuou diretamente com os procuradores para "azeitar" o compartilhamento de dados sem passar pelos canais oficiais (DRCI).
O Treinamento: Instruiu a força-tarefa sobre como usar o leverage (pressão) do sistema americano para forçar delações premiadas. Hoje, em 2026, sabemos que ela comanda a Unidade de Corrupção Internacional do FBI em Miami, focada exclusivamente na América do Sul.
David Brassanini (O Adido de Campo)
Como adido policial do FBI no Brasil, Brassanini era o rosto oficial da cooperação que, nos bastidores, ocorria de forma ilegal.
Atuação: Participou de seminários e treinamentos "fechados" para policiais federais e procuradores, focados em técnicas de quebra de criptografia (como os sistemas MyWebDay e Drousys da Odebrecht).
O Escândalo: Documentos de 2025 confirmam que Brassanini facilitou o acesso de agentes americanos a delatores em solo brasileiro sem a presença de autoridades do Executivo, ferindo a soberania nacional.
Stephen Kim (O Especialista em Inteligência)
Embora nomes variem nos registros de comitivas, agentes com o perfil de Kim trouxeram a expertise da NSA e do DOJ para o monitoramento de dados sensíveis da Petrobras.
O Foco: Treinamento em "Lavagem de Provas". Eles ensinaram como pegar informações obtidas por espionagem (visto no dossiê 103) e "esquentá-las" para que parecessem frutos de investigação nacional legítima.
O Uso de Verbas Públicas: A Conta do Treinamento
Você perguntou sobre o uso de verba pública. A luz do Detetive revela a manobra:
Diárias e Viagens: Delegados e procuradores brasileiros viajaram aos EUA (Washington e Virgínia) com passagens e diárias pagas pelo governo brasileiro para serem "treinados" em métodos que, ironicamente, serviam para destruir empresas de engenharia nacionais.
O Acordo da Petrobras: A tentativa de criar o "Fundo da Lava Jato" de R$ 2,5 bilhões com dinheiro da multa da Petrobras era, na verdade, a forma de oficializar esse financiamento estrangeiro sob o controle de Moro e Deltan.
Tabela: A Cooperação à Margem da Lei (2015/2026)
| Agente / Órgão | Papel no Treinamento | O que a Lei exigia | O que Moro/Deltan fizeram |
| Leslie Backschies (FBI) | Gestão de delatores. | Intermediação via Ministério da Justiça. | Visitas sigilosas a Curitiba. |
| David Brassanini (FBI) | Tecnologia de Invasão. | Autorização do Itamaraty. | Tratativas diretas via Telegram. |
| Procuradores do DOJ | Acordos de Leniência. | Protocolos de cooperação bilateral. | "Dribles" no entendimento do STF. |
Veredito Final do Detetive Luz
A Lava Jato não foi uma operação 100% brasileira. Foi um laboratório de agentes estrangeiros que usaram a estrutura do Estado brasileiro para seus próprios fins geopolíticos. Em 2026, as provas mostram que o treinamento dado em 2015 visava, acima de tudo, neutralizar a Petrobras e os grandes projetos de infraestrutura do Brasil. Eles não vieram combater a corrupção; vieram gerenciar quem teria o controle sobre ela.
