Para proteger as fronteiras e evitar que o surto iniciado em Bengala Ocidental se espalhe, aeroportos internacionais (especialmente na Ásia) já ativaram protocolos que lembram muito os tempos da COVID-19, mas com adaptações específicas para a natureza do vírus Nipah.
Aqui estão as principais medidas em vigor neste momento (janeiro de 2026):
1. Triagem Térmica e "Health Beware Cards"
Países como Tailândia, Nepal e Taiwan implementaram verificações rigorosas para passageiros vindos de áreas de risco na Índia.
Scanners Térmicos: Câmeras infravermelhas detectam febre (acima de 38°C) logo no desembarque.
Cartões de Alerta de Saúde: Passageiros recebem guias instruindo sobre o que fazer se apresentarem sintomas em até 21 dias (o período crítico de incubação).
2. Formulários de Declaração de Saúde (Formulário T.8)
A Tailândia, por exemplo, exige que todos os passageiros de voos vindos de Calcutá preencham o formulário T.8. Nele, o viajante deve declarar:
Se teve contato com pessoas doentes ou profissionais de saúde.
Se visitou áreas rurais ou teve contato com morcegos/porcos.
Histórico de consumo de alimentos frescos (como seiva de tamareira).
3. Monitoramento em "Portões Dedicados"
Para evitar que passageiros de áreas de surto se misturem com o fluxo geral do aeroporto antes da triagem:
Estações de Triagem nas Pontes de Embarque: Em aeroportos como Suvarnabhumi (Bangkok), as verificações começam assim que o passageiro sai da aeronave, antes mesmo da imigração.
Pátios de Estacionamento Remotos: Aeronaves vindas de regiões afetadas podem ser direcionadas para posições específicas para facilitar a desinfecção e o controle sanitário.
4. Exigência de Atestado "Fit-to-Fly"
Se um passageiro apresentar sintomas visíveis (tosse ou letargia) no momento do check-in na Índia, as companhias aéreas estão sendo instruídas a exigir um atestado médico de aptidão para voar, confirmando que os sintomas não estão relacionados ao Nipah.
5. Protocolos de Bordo e Desinfecção
Isolamento em Voo: Se alguém passar mal durante a viagem, a tripulação deve isolar o passageiro em um assento específico e notificar o controle de doenças do destino antes do pouso.
Limpeza Profunda: Aeronaves que transportaram casos suspeitos passam por uma desinfecção química completa antes de serem liberadas para o próximo voo.
Veredito do Detetive: Embora essas medidas causem atrasos, elas são vitais porque o Nipah não tem cura. A estratégia global atual é o "Cerco Sanitário": identificar o sintoma no portão de entrada para que o vírus não chegue às comunidades locais.
