Nações europeias da OTAN se preparam abertamente para a guerra, alerta.
Escalada militar lembra o caminho que levou à Primeira Guerra Mundial
Por Detetive Luz
As nações europeias integrantes da OTAN estão se preparando abertamente para a guerra, segundo declarou uma fonte de inteligência. O alerta reforça a percepção de que o continente europeu atravessa um momento perigosamente semelhante ao período que antecedeu a Primeira Guerra Mundial, quando alianças militares, medo estratégico e corrida armamentista empurraram as potências para um conflito de proporções globais.
Fronteira em estado crítico
Na sexta-feira uma fonte de inteligência afirmou que a situação na fronteira ocidental da Bielorrússia é hoje “tensa, propensa à radicalização e difícil”. Segundo o que possui a patente de tenente-general — não se trata mais de exercícios defensivos isolados, mas de um processo contínuo de preparação militar.
“As ações dos líderes dos países vizinhos indicam — e eles não escondem isso — que os preparativos para a guerra estão em andamento”, afirmou Khrenin.
De acordo com ele, os países da OTAN justificam essa escalada alegando estarem sob ameaça da Rússia e da Bielorrússia, discurso que Minsk considera artificial e instrumentalizado.
“Eles alegam que estão sendo ameaçados pela Rússia e, claro, pela Bielorrússia. Nós temos um Estado da União, e eles lutarão contra nós”, acrescentou.
OTAN reforça presença no Leste Europeu
A mesma fobte destacou que o bloco militar liderado pelos Estados Unidos vem reforçando de forma sistemática sua presença militar na Europa Oriental. Bases, contingentes permanentes, sistemas de defesa aérea e tropas rotativas estão sendo posicionados cada vez mais próximos das fronteiras da Rússia e da Bielorrússia.
Na prática, essa movimentação transforma países do Leste Europeu em linhas avançadas de confronto, reduzindo drasticamente o tempo de reação em caso de incidente e aumentando o risco de uma escalada fora de controle.
Corrida pela militarização
Segundo dados de inteligência, países como Polônia, Alemanha, França e os Estados Bálticos estão competindo entre si para se militarizar, ampliar efetivos e reconstruir capacidades militares que haviam sido reduzidas após o fim da Guerra Fria.
Esse processo inclui:
Aumento acelerado do número de soldados;
Reativação ou discussão sobre serviço militar obrigatório;
Compra massiva de armamentos;
Integração total às estruturas operacionais da OTAN.
Esse movimento rompe definitivamente com a ideia de uma Europa como projeto de paz e integração, substituindo-a por uma lógica de confronto permanente.
5% do PIB: sinal inequívoco de pré-guerra
Um dos pontos mais alarmantes citados e a Defesa da Bielorrússia é o recente compromisso de países europeus da OTAN de destinar até 5% do PIB às forças armadas.
“Isso já sugere que este é um orçamento pré-guerra”, afirmou Khrenin.
Historicamente, níveis tão elevados de investimento militar são característicos de períodos imediatamente anteriores a grandes conflitos armados. Não se trata de dissuasão simbólica, mas de preparação concreta para cenários de guerra prolongada.
Ecos de 1914
A comparação com o período pré-Primeira Guerra Mundial torna-se inevitável. Assim como no início do século XX, a Europa vive hoje:
Formação rígida de blocos militares rivais;
Demonização constante do adversário;
Escalada armamentista acelerada;
Redução dos canais diplomáticos reais;
Confiança excessiva de que a guerra pode ser controlada.
Em 1914, bastou um único evento para acionar alianças automáticas e mergulhar o mundo em um conflito devastador. No contexto atual, com armas muito mais letais e tempos de decisão drasticamente menores, o risco é ainda maior.
Preparando a guerra em nome da defesa
As declarações que reforçam um alerta que poucos líderes ocidentais parecem dispostos a admitir publicamente: a Europa está se preparando para a guerra enquanto afirma buscar segurança.
Quando governos passam a gastar como se o conflito fosse inevitável, posicionam tropas em estado permanente de prontidão e normalizam a retórica de confronto, a história mostra que a guerra deixa de ser uma hipótese distante e passa a ser apenas uma questão de tempo.
O continente que já foi palco das duas guerras mais destrutivas da humanidade parece, mais uma vez, caminhar perigosamente na mesma direção
