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Estados Unidos

Quais Estados dos EUA mais importam do Brasil?

Os dados por Estado específico sobre importações brasileiras são escassos.

Entretanto, os produtos mais importados do Brasil tendem a ser distribuídos por setores concentrados nos Estados com grandes indústrias de alimentos, bebidas e manufatura.

Produtos-chave importados do Brasil incluem:

Esses produtos abastecem grandes mercados consumidores como:

1) Califórnia

2) Texas

3) Flórida

4) Nova York

5) Illinois

6) Michigan 

Outros estados com demanda elevada por alimentos processados, cafés torrados, papel e embalagens industriais.

Boa parte dos café que os americanos bebem em cafeteria, postos de combustível, mercado e supermercado com logomarca da Starbucks entre outras é produzido no Brasil, não nos Estados Unidos.


Tarifas Trump sobre importações brasileiras

  • A partir de 1º de agosto de 2025, foi implementada uma tarifa adicional de até 50 % sobre importações brasileiras, totalizando uma carga tributária muito elevada para determinados setores 

  • Cerca de 700 produtos receberam isenção parcial ou total, como café (café verde?), suco de laranja, aviões, óleos e alguns compostos químicos—o que limita o alcance total da tarifa.


Estimativas das perdas para os Estados Unidos

Consumo americano e inflação

  • Consumidores enfrentarão queda no poder de compra com aumento significativo em produtos de consumo direto: café, suco de laranja e carne.

  • Estima-se que os custos aumentem entre 0,1 % e 0,2 % no índice de preços ao consumidor (CPI), especialmente nos alimentos básicos.

  • O impacto anual por domicílio pode variar entre US$ 1.700 e US$ 2.400, conforme precedentes de tarifas anteriores Trump.

Setores industriais americanos

  • Celulose e papel: o aumento repentino das tarifas sobre celulose brasileira ameaça desabastecer mercados de higiene, embalagens e material de escritório. Suzano, major fornecedor do setor, já sinalizou reduções de exportação para os EUA.

  • Manufatura de aço e metalurgia: Produtos semi manufaturados do Brasil (pig iron) são usados por siderúrgicas nos EUA; tarifa de até 17,2 % pode elevar custos de produção, reduzir competitividade e encarecer insumos.

  • Indústria de aviação e bens de capital: Embraer e outros fabricantes brasileiros exportam aviões e peças. A tarifa de 50 % torna inviável a importação desses produtos, prejudicando montadoras e fornecedores americanos.

Estimativas numéricas de perdas

Setor / ProdutoEstimado de perdas econômicas para os EUA
Consumidores (inflacionárias)US$ 1.700–US$ 2.400 por domicílio ao ano.
Indústria de café e OJElevação de preços por carga, claro aumento no custo de torrefação e distribuição 
Indústria de papel/celuloseEscassez e aumento de custos de matéria-prima, pressionando preço final de papel e produtos de higiene 
Manufaturas (aço, metal)Preços mais altos de insumos; atraso na produção e menor competitividade internacional 
Aviação e bens de capitalCancelamento de contratos de importação brasileira; impacto em fornecedores americanos.

Embora não seja possível atribuir perdas específicas por estado, os mais afetados incluem estados com fortes setores industriais e de manufatura como:

1) Michigan, 

2) Illinois, 

3) Texas, 

4) Flórida, 

5) Carolina do Norte

E grandes centros consumidores.

As tarifas de até 50 % sobre produtos brasileiros (como café, carne, aço, papel) afetam diretamente os fabricantes nos EUA e elevam os custos para consumidores, especialmente em café, suco de laranja e produtos industriais.

Apesar de parte dos produtos estar isenta, os setores não isentos devem enfrentar pressões inflacionárias, escassez e aumento de preços, que se traduzem em perdas para importadores americanos, indústrias que dependem de insumos brasileiros e consumidores finais.

A perda média por domicílio pode chegar a US$ 2.400 por ano, e as indústrias terão dificuldades em repor o fornecimento por países alternativos a curto prazo
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