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Entre 1970 e 1973, a Anaconda Copper Mining Company e a Kennecot Copper Corporation foram grandes protagonistas no setor de cobre nos Estados Unidos.

Golpe militar Chile

Com amplas operações também no Chile, que desempenharam papel crucial no mercado global de cobre.

Empresa de mineração de cobre Anaconda

A Anaconda, controlada pela Atlantic Richfield Company (ARCO) a partir de 1977, tinha uma longa história no setor de mineração de cobre. 

Durante o período de interesse, a empresa sofreu uma grande receita com a nacionalização de suas operações no Chile pelo governo de Salvador Allende em 1971. 

Isso incluiu as minas de Chuquicamata e Potrerillos, que foram expropriadas como parte das políticas de Allende para controle estatal do cobre. 

Essas minas eram extremamente produtivas e representavam uma fonte significativa de lucros para a Anaconda. 

Após o golpe militar em 1973, o governo chileno pagou cerca de 250 milhões de dólares à empresa como compensação​

Seus principais acionistas historicamente incluíram figuras ligadas à Standard Oil e outros investidores influentes. 

Durante décadas, uma empresa operou como uma das maiores produtoras de cobre do mundo, com clientes nos setores elétricos, de construção e fabricação, que dependiam fortemente do cobre como material básico.

Corporação de cobre Kennecott

A Kennecott também foi um ator dominante na mineração de cobre. 

Durante o mesmo período, uma empresa enfrentou pressões semelhantes no Chile, onde suas minas também foram nacionalizadas. 

Kennecott investiu fortemente na modernização de operações no país, incluindo a mina El Teniente, antes de sua expropriação pelo governo Allende. 

Isso prejudicou sua posição financeira, embora a empresa continue ativa no mercado global​.

Clientes e Impacto no Mercado

Ambas as empresas atendem a uma ampla gama de clientes industriais, especialmente na América do Norte e Europa, incluindo fabricantes de fios elétricos, equipamentos de transporte e bens de consumo resistentes. 

O controle estatal chileno do cobre causou um impacto significativo nos preços globais e nas cadeias de abastecimento dessas empresas, forçando mudanças estratégicas em suas operações​.

Contexto Histórico e Operações

  • Empresa de mineração de cobre Anaconda:

    • Controlava as grandes minas de cobre Chuquicamata e Potrerillos no Chile, que foram nacionalizadas em 1971 sob o governo de Salvador Allende.
    • Essa nacionalização foi devastadora para a Anaconda, pois o Chile era uma das maiores fontes de cobre do mundo, e as minas chilenas representavam uma fatia significativa de sua receita.
    • Após a nacionalização, houve negociações para compensação financeira, mas elas foram controversas, pois o governo chileno alegou deduções devido aos "lucros excessivos" anteriores.
  • Corporação de cobre Kennecott:

    • A Kennecott possuía a mina El Teniente , uma das maiores minas subterrâneas de cobre do mundo.
    • Também foi afetado pela nacionalização, o que levou a perdas financeiras significativas. No entanto, a Kennecott realizou operações pacíficas globalmente, permitindo uma recuperação parcial.

2. Acionistas e Gestão

  • A Anaconda tinha históricos acionistas relacionados a conglomerados financeiros, incluindo herdeiros da Standard Oil e grandes instituições financeiras dos EUA. Em 1973, após a crise chilena, a empresa começou a enfrentar dificuldades que culminaram na venda para a Atlantic Richfield Company (ARCO) em 1977.
  • A Kennecott era amplamente financiada por investidores institucionais e possuía um conselho de administração compartilhado, ligado a interesses industriais e financeiros internacionais.

3. Clientes

Ambas as empresas eram fornecedores importantes para:

  • Indústria elétrica : fabricantes de cabos e fios, especialmente com o aumento da infraestrutura elétrica global.
  • Construção civil : fabricantes de tubos e componentes de cobre.
  • Automotivo : Fornecido de materiais para radiadores e outros componentes.

4. Impacto Econômico e Geopolítico

  • A nacionalização chilena do cobre foi parte de um movimento estratégico para controlar recursos naturais e financiar programas sociais no país. Isso desestabilizou o mercado global de cobre, elevando os preços temporariamente devido à escassez.
  • O governo dos EUA, alinhado com as empresas, tentou exercer pressão econômica e política para reverter ou mitigar os efeitos dessa nacionalização.

Uma análise sobre a influência política da Anaconda Copper Mining Company e da Kennecott Copper Corporation entre 1970 e 1973 revela que ambas as empresas tinham obrigações específicas com políticas e instituições nos Estados Unidos, algo comum para grandes corporações do setor estratégico de mineração e energia.

1. Lobby e Relações Políticas

  • Anaconda Copper Mining Company e Kennecott Copper Corporation utilizaram estratégias de lobby para decisões políticas em Washington. Isso incluiu o financiamento de campanhas políticas e o patrocínio de estudos que justificassem suas operações em países estrangeiros, como o Chile.
  • Essas empresas estavam alinhadas com as políticas econômicas e de segurança nacional dos EUA, que frequentemente buscavam proteção de interesses corporativos americanos no exterior, especialmente em setores estratégicos como o de mineração.

2. Envolvimento com Agências Governamentais

  • Durante os anos de 1970 a 1973, os governos dos EUA tinham preocupação especial com a nacionalização dos recursos no Chile. A CIA e o Departamento de Estado desempenharam papéis-chave no apoio a interesses econômicos americanos. A desestabilização do governo de Salvador Allende foi em parte motivada pelas perdas sofridas por empresas como Anaconda e Kennecott.
  • Relatórios históricos confirmam que a administração de Richard Nixon (1969–1974) estava diretamente envolvida em esforços para reverter as nacionalizações ou garantir compensações desenvolvidas às empresas americanas.

3. Apoio de Políticos

  • Políticos influentes, especialmente aqueles associados ao Partido Republicano, frequentemente defendem os interesses de corporações como a Anaconda e a Kennecott. Isso incluiu uma apresentação de projetos de lei desenvolvidos e a pressão por políticas externas que garantissem a segurança econômica dessas empresas.
  • A relação com figuras de destaque, como Henry Kissinger, o então Conselheiro de Segurança Nacional e Secretário de Estado, sugere que havia uma evolução próxima entre corporações e o governo para alinhar interesses estratégicos no Chile.

Evidências de Ligação

  1. Documentos desclassificados indicam que tanto a Anaconda quanto a Kennecott participaram de reuniões com representantes do governo para discutir o impacto das políticas chilenas sobre seus negócios.
  2. Doações políticas eram comuns, com registros de contribuições financeiras a campanhas de congressistas que apoiavam políticas pró-empresariais.
  3. Participação em think tanks e grupos empresariais que ajudaram a moldar a política externa americana, com membros da direção dessas empresas frequentemente se envolvem nesses fóruns.
Essas relações reforçam como as grandes corporações americanas podem influenciar tanto a política doméstica quanto a externa, especialmente em contextos de grande impacto econômico e geopolítico. 

Caso deseje, posso buscar informações adicionais sobre os documentos desclassificados ou especificações específicas com figuras políticas.

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